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Contingência não garante Continuidade
Tenho acompanhado inúmeros artigos e matérias na mídia, falando da importância de cópias de segurança e dispositivos de armazenagem como panacéias dos problemas decorrentes da interrupção de negócios. Apresentando as inúmeras vantagens de um storage ou de links com alta velocidade, grandes empresas do ramo indicam os "Planos de Contingência" como a melhor garantia de continuidade para sua empresa.

Mas o que realmente são os Planos de Contingência ? Quais as principais diferenças entre Contingência e Continuidade nos dias de hoje ?

A expressão "Planos de Contingência" para Tecnologia de Informação (TI) foi herdada dos procedimentos de restauração ou recuperação de componentes do ambiente de Mainframes (computadores de grande porte), cujos componentes de alto custo não podiam sofrer interrupção de funcionalidade, face as elevadas despesas inerentes à sua manutenção.

Naquela época, estes Planos visavam formalizar as seqüências de restauração ou substituição dos componentes envolvidos na operação dos componentes de TI, focando a redução do seu tempo de parada.

Hoje, com o atual conceito de que informática é uma ferramenta de negócio voltada para a manutenção dos processos da empresa, a noção de "Contingência" começou a tomar outro rumo.

De acordo com a metodologia do DRI (Disaster Recovery Institute), o Plano de Contingência Operacional é o conjunto de atividades alternativas, previamente planejadas, focadas na manutenção das atividades de negócio que sofram o risco de serem interrompidas.

Continuidade torna-se a principal conseqüência de um conjunto de Planos de Contingência.

Desta forma, a preocupação com a continuidade dos negócios envolve a percepção de que cada ítem utilizado para realizar os processos necessários sejam isoladamente contingenciados e tenham alternativas viáveis de funcionamento, em caso de parada.

Infelizmente, grandes marcas interessadas na vinculação de seus produtos à características de continuidade, têm insistido no conceito de que apenas o Componente garante a Continuidade, dando-o como sinônimo de Contingência, ao invés de mostrar o verdadeiro (e importante !) papel que ele (produto) assume em qualquer plano, seja de Contingência ou de Continuidade.

Um Plano de Continuidade de Negócios (PCN ou BCP -Business Continuity Plan) enxerga o funcionamento de uma empresa através de duas variáveis: os componentes e os processos.

Componentes são todas as variáveis utilizadas para realização dos processos: energia, telecom, informática, infra-estrutura, pessoas...Todas elas, passíveis de substituição ou restauração, de acordo com suas características.

O DRI denomina como "Plano de Recuperação de Desastres" aos planos focados na formalização da seqüência necessária para restauração ou substituição destes componentes, independente da ameaça (incidente) que os afete.

Aos processos, que passam a ser conduzidos de forma diferente àquela que normalmente são realizados, designam-se os "Planos de Contingência Operacional", focados na manutenção das atividades realizadas para operar os negócios da empresa.

Com a ativação de ambos os tipos de planos, chegamos ao Plano de Continuidade de Negócios.

A maior dúvida, surgida quando estas definições são apresentadas, trata do assunto de contingência da forma como o mercado a trata: quer dizer que um back-up site ou um sistema de armazenagem (storage) de qualidade, não garante a continuidade de negócios ?

A resposta é um simples "Não", pois os processos não são realizados por componentes (energia, storage, back-up sites ou qualquer outro que se imagine), como ocorria na época dos mainframes. Os processos de negócio realizados pelas empresas e que merecem a preocupação de estarem protegidos de uma interrupção, são executados por PESSOAS.

E pessoas precisam de orientação; específica, pontual e planejada. Sem isto, não se pode garantir que uma empresa continue a funcionar, apenas por possuir o melhor sistema de back-up ou armazenagem do mercado. Este é um argumento de vendas, difundido e alimentado pela indústria de componentes de TI, onde processos de negócios podem ser mantidos apenas pela aquisição de componentes de TI.

Apesar de realmente fazerem parte fundamental dos planos de Recuperação de Desastres e Continuidade, a contingência de componentes não garante Continuidade. Apenas garante que encontraremos os meios necessários para planejá-la, de acordo com nossas necessidades e limitações.
 
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